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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FERNÃO LOPES



" ALÉM DE HISTORIADOR DE MÉRITOS EXCECIONAIS, FERNÃO LOPES FOI UM VERDADEIRO NARRADOR ARTISTA, PREOCUPADO COM A BELEZA DA FORMA E NÃO APENAS COM A VERDADE DO CONTEÚDO (...)".


Lindley Cintra, "Fernão Lopes", in Jacinto do Prado Coelho (org.), Dicionário de Literatura,
                                                   Porto, Figueirinhas, 1994 (p. 575)      



    As crónicas de Fernão Lopes são crónicas medievais, com tradição historiográfica e literária.
  A crónica de Fernão Lopes apresenta características inovadoras perante as crónicas medievais comuns, enquanto que as crónicas medievais comuns registam acontecimentos históricos por ordem cronológica a crónica de Fernão Lopes apresenta também uma dimensão interpretativa e estética, uma visão global e integradora de várias perspetivas e a articulação entre a compilação de fontes e a investigação original e crítica.

   A crónica é constituída por duas partes (divididas em capítulos). Na primeira parte há o relato dos acontecimentos ocorridos entre a morte de D. Fernando e a subida ao trono de D. João I, na segunda parte há o relato dos acontecimentos ocorridos durante o reinado de D. João I, até 1411 (ano em que foi assinada a paz com Castela). 

   A crónica tem atores individuais e atores coletivos. Os atores individuas são personagens históricas como por exemplo o Mestre de Avis e Álvaro Pais, os atores coletivos é o povo. Na crónica de Fernão Lopes o povo teve um papel importante na Crise Política de 1383-85. O povo teve um papel decisivo na fase de nomeação do Mestre e também teve uma vivência heroica dos grandes momentos da revolução, este foi um período de tomada de consciência de liberdades e responsabilidades.

   Na crónica de Fernão Lopes podemos encontrar ainda vários estilos como a objetividade, subjetividade, coloquialismo, visualismo e dinamismo.
   Na crónica, a objetividade está presente no rigor da pormenorização enquanto a subjetividade está presente na apreciação crítica e emotiva dos factos relatados.
   O coloquialismo está presente na interpelação do interlocutor, recorrendo à 2ª pessoa do plural e à apóstrofe, à utilização do verbo ouvir, sugerindo a interação oral, à reprodução de cantigas populares e ao uso de palavras/expressões de sabor popular e/ou arcaizante.
   O visualismo e o dinamismo podem ser encontrados na articulação entre planos gerais e planos de pormenor, na recriação dos acontecimentos de forma dinâmica, no emprego de vocábulos que marcam o sensorialismo da linguagem e no emprego de recursos expressivos que conferem visualismo ao relato. 





    

domingo, 29 de janeiro de 2017

A Crise de 1383-1835

   



Batalha de Aljubarrota 02.jpg
Batalha de Aljubarrota
    Depois da morte do rei D.Fernando, instalou-se em Portugal uma crise política que durou dois anos. Esta situação fez com que Portugal e Castela entrassem em conflito de ideias, visto que Castela tinha a intenção de anexação. A morte de D.Fernando provocou uma crise de sucessão ao trono, porque apenas tinha uma filha, D.Beatriz, fruto do seu casamento com D.Leonor de Teles.
     Contudo D.Beatriz era casada com D.Juan I o que punha em causa a independência de Portugal.
    A principal preocupação da nobreza portuguesa era perder a sua influência política. A Casa Real de Castela queria que todos os reis das casas peninsulares tivessem relações matrimoniais com Trastâmara.


Os pretendentes ao trono de Portugal eram:

  • D.Beatriz, que pertencia ao partido que queria assumir o trono;
  • D.João Mestre de Avis, filho ilegítimo de D.Pedro I e D.Teresa Lourenço, que pertencia ao partido dos filhos segundos e bastardos;
  • D.João Castro, filho de D.Pedro I e D.Inês de Castro, que pertencia ao partido que não se revêm em nenhum dos partidos anteriores. 

    Com a aclamação de D.João Mestre de Avis, dá-se a batalha de Aljubarrota onde a vitória é dos portugueses.



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

CANTIGAS TROVADORESCAS GALEGO-PORTUGUESAS (SÍNTESE)


As cantigas trovadorescas galego-portuguesas são um dos patrimônios mais ricos da Idade Média peninsular. 

Produzidas no final do século XII a meados do século XVI, as cantigas medievais situam-se, nos alvores das nacionalidades ibéricas, sendo, elas contemporâneas da chamada Reconquista Cristã, que nelas deixa numerosas marcas. A área geográfica e cultural onde se desenvolve corresponde aos reinos de Leão e Galiza, ao reino de Portugal, e ao reino de Castela.

Nas origens da arte trovadoresca está, a arte dos trovadores provençais, movimento artístico nascido no sul de França. Os trovadores provençais compunham e cantavam através da arte da canso, defenindo os modelos e padrões artísticos e culturais, dominantes nas cortes e casas aristocrátas europeias.

A arte trovadoresca galego-portuguesa assume, características muito próprias, distinguindo-se pela criação da cantiga de amigo.

No total, chegaram até nós muitas cantigas, pertencentes a três géneros maiores (cantiga de amor, cantiga de amigo e cantiga de escárnio e maldizer).

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A CAPA DO LIVRO QUE ESCOLHI



O livro que escolhi para ler chama-se "Laços que Perduram"  de Nicholas Sparks, não escolhi somente este livro pelo prefácio, mas também pela capa.

A capa deste livro, remete-me para uma praia que se possa localizar perto de uma pequena ilha. Na capa do livro, também posso observar duas pessoas, uma mulher e um homem, que estão relativamente longe um do outro, também posso ver um cão que deve ser de algum deles.

Na minha opinião, a capa deste livro é muito interessante, porque no meu caso, fez-me pensar o porquê deles estarem separados e "sozinhos", fez-me pensar na possibilidade de um deles ter morrido e por isso, o porquê do livro se  chamar assim e também uma possível justificação do porquê de estarem relativamente distantes um do outro.

Além de interessante acho que a capa do livro é original e diferente, porque de todos os livros que já vi, está foi a capa que mais me chamou à atenção, talvez por ser "simples" mas ao mesmo tempo transmitir-me uma mensagem. 




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

LER OU NÃO LER?




Que razões nos podem levar a ler ou a não ler?

As leituras que fazemos influenciam a nossa vida? De que forma?




Na minha opinião, as razões que nos podem levar a ler são várias, mas para mim as mais importantes são: o conteúdo da história ser interessante, o facto de a leitura ter o poder de fazer com que a nossa opinião possa mudar sobre certos assuntos que por vezes desconhecemos, o facto da leitura ser uma forma de adquirirmos mais conhecimentos e também por haver histórias que se identificam com a nossa.

Para mim, as leituras que fazemos influenciam a nossa vida porque, com a leitura podemos ter uma visão mais ampla do que se passa ao nosso redor, permite-nos ser criativos e pessoas mais cultas.







quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DIFERENTES OPINIÕES


"OS LIVROS ENCOSTADOS
 UNS AOS OUTROS, 
NUMA PRATELEIRA, 
SÃO UNIVERSOS PARALELOS!"

 Afonso Cruz, Os livros que devoraram o meu pai, Lisboa, Caminho, 2010


(Daniela)- Na minha opinião, cada livro tem o seu tipo de conteúdo e informação, por isso ao estarem todos juntos numa prateleira é como se naquele espaço houvesse tudo o que nós precisamos de saber.

(Susana)-  Como podem ser os universos paralelos se apenas existe um universo?

(Daniela)- A questão de apenas existir um universo é relativa, visto que eu posso acreditar que existem vários universos, pois posso imaginá-los.

(Susana)- Não é possível que num objeto tão pequeno como um livro seja possível encontrar algo como outro universo, essa não é a realidade.

(Daniela)- Eu discordo, às vezes uma simples palavra consegue-nos levar para um universo completamente fora do normal. Então, um " (...)objeto tão pequeno como um livro(...)", onde nos fará levar?

(Susana)- Eu não concordo, pois se o livro que lermos não nos agradar, não é possível ele nos levar para qualquer outro lugar. São apenas palavras, nada mais.

(Daniela)- Nada é apenas palavras, mesmo se não gostarmos do livro podemos sempre imaginar como é que queríamos que fosse ou que acontecesse, levando-nos para outro lugar. Nada é mais poderoso que a nossa mente.

(Susana)- Ao imaginar como queríamos que fosse, como queríamos que acontecesse ou um final completamente diferente do livro, não estamos a ir totalmente contra o que o autor nos queria transmitir?

(Daniela)- Não, porque por vezes é daí que surgem novas ideias para novos livros, criando assim novos universos.

(Susana)- Não é possível o Homem criar outros universos.

(Daniela)- Discordo, porque eu posso criar/imaginar um universo que seja só meu e não um universo que esteja comprovado cientificamente.

(Susana)- Quando pensamos na definição de Universo, associamos ao mundo, à natureza, ao espaço...Todas estas coisas existem à mais tempo que o ser humano. Por essa razão quando o Homem tenta criar algo a que chama "universo", está a tentar imitar algo natural, fazendo-o artificialmente.

(Daniela)- Discordo, porque isso é estar baseado em factos reais, pois ao ler um livro posso criar um universo que seja só meu,com isto não quero dizer que quero impor uma ideia e sim expressar aquilo que imagino. Por exemplo,cada um tem as suas crenças, cada um tem a sua religião, cada um tem o seu próprio Deus, há quem acredita que o céu e o inferno possam existir enquanto há outras que não acreditam, com isto ninguém está a impor uma ideia, pois cada um é livre de pensar/imaginar o que quer que seja.


Em colaboração com o blog: https://escreverlererescrever.wordpress.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O QUE É UMA BOA E MÁ LITERATURA?


Na minha opinião, só podemos decidir se uma obra é boa ou má depois de a ler na íntegra, pois ao principio podemos não apreciar muito o livro, mas pode haver uma altura do livro que ao perceber melhor o seu conteúdo podemos passar a apreciá-lo.

Para mim, a escolha de um livro pode ser avaliada, porque há pessoas que escolhem o livro porque a capa lhes chamou à atenção, outras porque o prefácio do livro lhes despertou curiosidade e até mesmo outros que escolhem um livro por escolher.

Na minha opinião, não há nenhum tipo de leitura que nos faça mal, visto que qualquer tipo de leitura tem o seu tipo de conteúdo, mas claro que isso varia de leitor para leitor.Ele é que o sabe avaliar.

Penso que não há livros que deveriam ser obrigatórios ler, porque nós devemos ler um livro porque nos apetece e não porque nos é imposto e também porque cada pessoa tem o seu tipo de gosto literário.